Não há uma única receita para ser um bom líder

Muitos executivos buscam o coaching para desenvolver habilidades de liderança e é comum o pensamento de que para ser um bom líder é preciso seguir uma receita. Para Ana Pliopas, executiva formada pelo Hudson Institute of Coaching nos Estados Unidos e certificada pelo International Coaching Federation (ICF) como Master Certified Coach (MCC), isso é um mito. "O coach deve ter como missão encontrar uma abordagem sob medida para cada profissional exercer a liderança levando em consideração o seu próprio estilo", destaca.

Foto: DINO

Nesse sentido, Ana Pliopas também levantou outros mitos sobre liderança e desconstruiu o pensamento comum dessas afirmações que são tidas como consenso no mercado:

1) Mito: somente pessoas extrovertidas são bons líderes.
Desconstruindo o mito: pessoas introvertidas podem ser tão bem-sucedidas ou até mais que os extrovertidos. Estudos comprovam que o que leva alguns introvertidos a serem líderes excepcionais é a valorização que estes dão às conquistas coletivas e priorização de objetivos comuns. Além disso, muitos introvertidos podem ser bem focados e, como consequência, mantêm a equipe na mesma direção.

2) Mito: líderes devem ter uma relação de amizade com seus liderados.
Desconstruindo o mito: muitos líderes mais jovens têm o costume de construir uma relação baseada prioritariamente na amizade com sua equipe. De acordo com Ana, essa prática é equivocada, pois o que os liderados procuram, e precisam, são gestores inspiradores, que tenham posicionamento e imponham limites quando necessário.

3) Mito: há uma receita para ser um líder de sucesso.
Desconstruindo o mito: a liderança não tem uma receita única e imutável. Muito pelo contrário, um líder pode e deve usar diferentes estilos de liderança para diferentes liderados. Cada momento requer um posicionamento, ora mais democrático, ora mais incisivo. Nesse sentido, o processo de coaching busca junto a cada indivíduo o estilo de liderança que é mais apropriado para o seu perfil e personalidade e à situação na qual se encontra.

 

Fonte: www.terra.com.br - 21 de julho de 2017, acessado em 23 de julho de 2017

Ou seja, mudar os processos, eliminando desperdícios

 POR FLÁVIO PICCHI*

Carreira ; trabalho horas extras ; jornada longa de trabalho ; sobrecarga no trabalho ;  (Foto: Thinkstock)
 

Em tempos de crise, como o atual, há uma sensação entre quem atua no mundo corporativo de que será preciso trabalhar mais, estender jornadas etc. Isso ganha força quando, devido a condições de mercado como as atuais, as empresas passam a demitir, o que acaba redistribuindo mais tarefas para quem não perdeu o emprego.

Isso porque, em geral, as pessoas raciocinam a partir de como as atividades são feitas hoje. Imaginam que, para absorver a carga com menos pessoas vão precisar fazer “mais do mesmo”. Nessa situação, sem dúvida, a sobrecarga será enorme, causando estresse, erros...

Mas existe outra forma de enfrentar essa situação, com uma equação diferente. É fazer melhor. Ou seja, mudar os processos, eliminando desperdícios. Essa é uma consequência saudável das crises: elas desencadeiam a necessidade de se buscar formas que efetivamente aumentem a produtividade. As empresas, as equipes de trabalho e os mesmos indivíduos que fizerem essas melhorias estarão mais competitivos e à frente dos competidores na retomada de crescimento.

Algumas pesquisas internacionais sugerem o quanto é importante promover essa reflexão.

No ano passado, por exemplo, a consultoria internacional Conference Board, dos Estados Unidos, divulgou uma pesquisa que concluiu que a produtividade do trabalhador brasileiro equivalia a cerca de 25% da produtividade do trabalhador norte-americano. Em outras palavras, para fazer o que um americano faz, eram necessários quatro brasileiros. A mesma pesquisa também concluiu que o Brasil é menos produtivo que o Chile, a Rússia e muitos outros países.

Esse indicador foi feito com base numa relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) dos países e o total de trabalhadores empregados que eles detêm. Sendo assim, é evidente que tal pesquisa não pode ser considerada separadamente do contexto das condições de trabalho de cada país.

Sabemos que há profundas diferenças de estrutura, de capital investido, de tecnologia, de educação, entre diversas outras, que diferem de um país para outro. Mas é preciso também reconhecer que essa medida macro de produtividade da mão de obra é uma resultante de desses diversos fatores, inclusive da gestão, que reflete certo estágio de amadurecimento da economia e da competitividade do país.

No sistema lean – na mentalidade enxuta – o foco em melhorar processos faz toda a diferença. Nesse modelo de gestão, há uma busca cotidiana por se aperfeiçoar continuamente a forma de se fazer o trabalho. E isso não necessariamente vem pela quantidade de tarefas, mas pela organização – ou reorganização – da forma de trabalhar.

Isso ocorre pela prática não tão fácil de enxergar, no dia a dia de trabalho, as ações que agregam valor, eliminando aquelas que não agregam e que, portanto, são desperdícios.

O próprio embrião histórico do sistema lean nasceu dessa percepção.

Nos anos 50, a montadora Toyota, cujas práticas de gestão geraram a mentalidade lean, percebeu que precisava aumentar sua produtividade em pelo menos quatro vezes mais para alcançar a produtividade da época das montadoras norte-americanas. Por coincidência, a mesma defasagem de produtividade que a recente pesquisa apontou para o Brasil.

Nesse contexto, o grande “pulo do gato” da Toyota foi perceber que jamais conseguiria atingir esse patamar se não mudasse radicalmente seus processos, aprendendo a “trabalhar melhor”. Decidiu, até por falta de opção, repensar a forma de gerir a empresa toda. Assim, conseguiu reinventar a maneira de produzir e de organizar o trabalho. E, em apenas algumas décadas, alcançou o dobro da produtividade norte-americana, tornando-se uma das empresas de maior sucesso do mundo.

Essa lição cabe muito bem nos atuais tempos da economia brasileira. É em tempos de recessão e crise, como o atual, que é preciso ter um olhar mais crítico acerca do trabalho que se faz. As empresas brasileiras estão rodeadas de processos que são, na verdade, desperdícios. Eles geram perdas de tempo, de recursos, de mão de obra e acabam puxando a produtividade para trás.

Assim, antes de mecanicamente mergulhar em fazer “mais do mesmo”, pense primeiro na forma, na maneira como você trabalha. Se conseguir ter um olhar crítico, certamente vai encontrar desperdícios e formas inovadoras de agregar valor. É um passo fundamental para “trabalhar melhor”.
*Flávio Picchi é presidente do Lean Institute Brasil e Prof. Dr. da Unicamp

Fonte: site Época Negócios acessado em 16 de julho de 2017

  • Autor: Rodrigo Peter Schilling*

A inovação é mais sobre pessoas ou processos?

Uma das grandes falácias no desenvolvimento de inovações é pensar que a organização ou o empreendedor inova de maneira isolada. Ou seja, as ideias inovadoras são produzidas por indivíduos ou pequenos grupos que trabalham em completo isolamento. Diferentemente disso, mesmo grandes empreendedores desenvolveram suas ideias por meio de uma significativa e diversa interação com grupos e indivíduos da comunidade.

Nesse sentido, muito pode ser feito pelos gestores visando impulsionar o desenvolvimento de inovações na empresa. Independentemente do tamanho da sua empresa, você pode começar explorando o potencial criativo dos seus colaboradores e seu conhecimento sobre clientes, concorrentes e processos. Mas além disso, a chave para suportar este processo é estabelecer um clima organizacional favorável.

Comumente as empresas atuais não são as mais hospitaleiras para pessoas que possuem uma visão incomum de algo. Em contrapartida, para inovar é necessário algo novo. Sendo assim, não importa o quanto as organizações afirmam que são inovadoras. O que realmente importa é a capacidade dos colaboradores em introduzir e desenvolver novas ideias na organização.

A inovação é mais sobre pessoas ou processos?
No final das contas precisamos unir os dois. Pessoas talentosas podem ser prejudicadas por processos ruins. Da mesma forma, processos inteligentes podem não ser o suficiente para colaboradores sem o ímpeto da mudança. Mas além disso, estabeleça um clima orientado para inovação, pois assim as ideias serão desenvolvidas por meio dos processos, da colaboração entre as pessoas e pelo ambiente.

Tenha um ambiente favorável. Comece com a pergunta: “Se eu fosse um dos colaboradores da minha empresa, me sentiria motivado a propor alguma inovação?” As ideias são desenvolvidas somente quando o ambiente permitir seu crescimento. Estabelecer uma aproximação dos níveis hierárquicos pode gerar legalidade dos colaboradores em desenvolver novas ideias. Além disso, o ambiente físico da sua empresa deve refletir esta aproximação. Minimize a distância entre as pessoas, estimule o trabalho em equipe e a criatividade.

Colaborar para inovar. A capacidade de inovação das empresas resulta essencialmente do aprendizado adquirido, seja do ambiente externo ou interno. Promover a interação das pessoas dentro da organização e com agentes externos, oportuniza o acesso a novas informações e consequentemente o aprendizado. Desta forma, além de incentivar a colaboração entre os colaboradores, a empresa deve integrar fornecedores, clientes e outros agentes externos no processo de inovação.

Inovação requer processo. Basicamente a inovação ocorre por meio de etapas reconhecíveis. Na fase inicial combina-se a insatisfação com o status quo e a inspiração de dentro ou de fora da organização. Posteriormente, temos a invenção da solução e sua adoção externa. Apesar das etapas facilmente reconhecidas, cada empresa desenvolverá seus processos de maneira singular. Entretanto, a organização deve compreender em uníssono a forma prática de desenvolver ideias. Ter um processo de inovação reconhecido pelos colaboradores ajuda na performance da organização em desenvolver ideias como um tudo. Além disso, o processo de inovação em uma empresa torna-se mais eficaz quando há uma liderança que incentiva e orienta os colaboradores.

*Rodrigo Peter Schilling é fundador e CEO da Effortt Brasil

 

  • Fonte: Effortt Brasil -  12 de julho de 2017 às 08:41

Consultoria será cada vez mais uma carreira de futuro no mercado de trabalho. Se você ainda não pensou em ser um consultor empresarial, coloque essa opção em seu radar.

 

(*) Ronaldo Nuzzi , Publieditorial,

 

Se você já ouviu as palavras “desemprego Tecnológico”, se prepare, você vai ouvir muito mais nos próximos anos. Tecnologia está automatizando trabalhos anteriormente realizados por pessoas em uma rapidez gigantesca. O emprego de carteira assinada está com os dias contados, mesmo que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta disto. Se voltarmos 150 anos, uma viagem de mil quilômetros seria uma programação para um mês de trabalho.

Hoje se consegue ir e regressar no mesmo dia em distâncias como esta. Em 10 anos teremos os carros autômatos (driverless cars), que vão prescindir de motoristas. Taxistas, motoristas de caminhão, e motoristas em geral perderão seus empregos. Possivelmente esta revolução acabará também com a indústria automobilística, seguros de automóveis, empresas de aluguel de veículos, empresa de lavagem de automóveis, empresas de estacionamentos e valet, e inúmeras outras.

Possivelmente as entregas sejam realizadas por drones. A agricultura também será controlada por drones. Ou seja, tudo o que necessite de um acompanhamento constante de médias distâncias poderão ser realizadas por drones.

Em mais alguns anos outra grande mudança será na manufatura, com a entrada de impressoras 3D baratas, acessíveis para ter em casa como mais um eletrodoméstico. Muito do que compramos em lojas será produzido em casa. A indústria plástica, ornamental, peças, armazenamento, roupas, sapatos, e tudo o que puder ser impresso em casa estará na lista de empregos a desaparecerem no futuro. Os equipamentos 3D também vão chegar a construção civil, uma das áreas que mais emprega pessoas no mundo.

A inclusão de inteligência artificial é outro processo disruptivo, pois empregos como advogados, jornalistas, nutricionistas, contadores, auditores, psicólogos e uma infinidade de profissões que dependem da recepção da informação, processamento e diagnóstico estarão fadadas a serem substituídas pelo próximo “Watson” (nome dado ao computador de inteligência artificial desenvolvido pela IBM).

   

Uma das carreiras que estará salva desse redemoinho será consultoria empresarial. Um executivo de uma empresa poderá consultar o Watson para tomar uma decisão sobre duas ou mais opções existentes para a solução de um problema, mas precisará de consultores para ajudá-lo a definir essas opções.

O consultor empresarial continuará a ser utilizado pelas empresas em três situações: (1) A empresa não sabe fazer: com o advento de inteligência artificial, e tudo o que estará disponível no futuro, será muito difícil para uma empresa não saber fazer alguma coisa. Mas ainda será necessário “alguém” para incluir todas as informações no computador com inteligência artificial para obter as respostas. O profissional que incluirá todas as informações para obter as opções serão consultores empresariais. (2) A empresa sabe fazer, mas não quer fazer: a questão política de uma mudança não estará fora da equação. Ainda será necessário que “alguém” assuma a “culpa” pelas mudanças, e quando esse profissional sair da empresa, com ele também saia a responsabilidade do que foi necessário fazer para mudar. Por exemplo, um computador com inteligência artificial pode reduzir drasticamente um setor de telemarketing de uma empresa. Demitir um contingente grande de profissionais normalmente gera um desgaste, que os executivos preferem não ter.

A consultoria entrará na empresa, fará o que tem que fazer, e quando ela finalizar o projeto e sair da empresa, saem com ela todas as referências sobre a demissão em massa ocorrida. Isso não vai deixar de existir. (3) A empresa sabe fazer, mas não tem braços para fazer: As mudanças vão acelerar nas empresas. O executivo terá que decidir se tira um profissional de sua atividade na empresa para auxiliar na implementação da mudança. Mas essa decisão sempre será difícil, pois o rendimento da empresa pode ficar comprometido. Portanto a contratação de consultores para a execução de projetos com prazos definidos será sempre uma melhor opção.

Consultoria será cada vez mais uma carreira de futuro no mercado de trabalho. Se você ainda não pensou em ser um consultor empresarial, coloque essa opção em seu radar.

(*) Ronaldo Nuzzi é CEO da THOMPSON e Docente do FCT

Fonte: site administradores.com.br - 

  *Viviane Veiga

 

Setenta milhões. Este é o número aproximado de processos em tramitação nos tribunais brasileiros, segundo dados do estudo “Justiça em Números”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), referentes ao ano de 2015. Para dar cabo de todo esse montante, muitos magistrados, inclusive de Cortes Superiores, têm contado com a ajuda de um método alternativo, que, em poucas palavras, pode ser definido como “um processo que leva as pessoas a alcançar o sucesso”: o coaching.

Um estudo publicado na Harvard Business Review revelou que a maioria dos times atinge apenas 63% dos seus objetivos (Mankins & Steele, 2005). Entre as principais razões para o não atingimento das metas institucionais estão a adoção de recursos inadequados, estratégia de comunicação falha, indefinição de tarefas e responsabilidades, organização ineficiente e problemas como liderança fraca ou omissa. Processo inovador e criativo, o coaching vem sendo utilizado para mudar esse quadro nas instituições.

Com um pouco mais de detalhes, podemos dizer que coaching é um caminho para que o “coachee” descubra, efetivamente, quais são as suas metas e objetivos, a fim de torná-los alcançáveis, por meio de um percurso que o permita decidir de forma mais acertada. O coach é o profissional devidamente certificado e habilitado que vai guiar o coachee no caminho do êxito pretendido.

Desenvolvido durante períodos de três a seis meses, em sessões semanais de 45 minutos a 1 hora, o processo de coaching apresenta como benefícios comprovados elevação da produtividade, redução do estresse, mais satisfação e motivação, mais equilíbrio, desenvolvimento de habilidades específicas e elevação da autoestima, entre outros.

Mas de que forma o coaching pode ajudar os profissionais desse universo com características tão particulares e específicas que é a área jurídica, na qual atuam, além dos próprios magistrados, advogados, promotores, procuradores, defensores públicos e servidores da Justiça?

De início, podemos garantir que o coaching no mundo jurídico proporciona a seus atores a diminuição da ansiedade, do estresse, da fadiga e da falta de perspectiva de crescimento na carreira, auxilia no aperfeiçoamento da comunicação efetiva e no poder de persuasão, tão necessários para os profissionais da área, e desenvolve características de liderança.

Desenvolver todas essas habilidades ou grande parte delas sozinho é um grande desafio. Porém, com a parceria de um coach e a aplicação das ferramentas certas, é perfeitamente possível expandir essas habilidades e outras que vão tornar o caminho do coachee mais sólido e proporcionar mudanças mais efetivas.

O processo de coaching gera um aumento da consciência da pessoa a respeito da sua situação atual, inclusive do que deve ser melhorado. Além disso, promove um alinhamento dos interesses do trabalhador com os interesses da instituição, seja ela pública ou privada. E provoca, ainda, uma ampliação das possibilidades de ação para se atingir os objetivos almejados.

Uma vez que também amplifica a noção de propósito no trabalho e o engajamento do coachee nos resultados pretendidos, o coaching pode ser o instrumento que falta para proporcionar a qualquer profissional da área jurídica um upgrade na carreira, a otimização do ambiente de trabalho e o alcance com excelência dos seus objetivos.

A partir de técnicas de coaching, foi feita uma grande reestruturação no gabinete da Ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Miranda Arantes. O primeiro passo foi a identificação dos talentos de cada integrante da equipe, com o objetivo de extrair o melhor de cada um para obter excelência no rendimento individual. Em seguida, buscou-se unir o time e valorizar o trabalho coletivo, adotando-se estratégias para o cumprimento de metas arrojadas e para a premiação dos servidores.

Em resumo, o processo de coaching contribuiu para uma melhor gestão dos recursos humanos e dos processos do gabinete. Na prática, em cinco meses, o gabinete julgou 8 mil casos, contra os 11 mil apreciados em todo o ano de 2015. Além disso, hoje a equipe atua com mais vigor, disposição e ânimo, conscientes da importância do seu próprio trabalho para o conquista dos objetivos do gabinete e para o alcance da finalidade da atuação dos servidores, que é o interesse público.

*Viviane Veiga é servidora pública federal licenciada, pós-graduada em Direito Constitucional, sócia fundadora da Coaching Go e membro da Sociedade Brasileira de Coaching.

Fonte: site do jornal ESTADÃO, 26 Fevereiro 2017 | 05h00 - (site acessado em 27/02/2017)

 

O Coaching é uma metodologia que te auxiliará a desenvolver habilidades que mudarão a sua carreira e também a sua vida pessoal

 

iStock

O dia-a-dia dos profissionais de Recursos Humanos é marcado por muitos desafios. Cabe a este profissional lidar com possíveis conflitos entre departamentos da empresa, criar mecanismos que garantam um clima organizacional agradável e salutar e manter a comunicação alinhada com todos os colaboradores da organização, dentre outras responsabilidades. Muitas vezes, os profissionais de Recursos Humanos almejam ter autonomia para tomar iniciativas e decisões pertinentes a este departamento, além de buscar métodos eficazes para gerenciar talentos.

Pode parecer absurdo e até utópico pensar que exista algo que atenda todas essas necessidades dos profissionais de Recursos Humanos. Mas não é. E eu estou aqui para te mostrar que é possível conquistar isso e muito mais. Como? Através da filosofia de Coaching.

O Coaching é uma metodologia que te auxiliará a desenvolver habilidades que mudarão a sua carreira e também a sua vida pessoal. Ao ler isso, você pode pensar “mas, eu não quero ser coach. Porque investir em uma formação em Coaching?”. Eu te digo o porquê.

A cultura do Coaching será fundamental para que você desenvolva sua inteligência emocional e assim, possa lidar com possíveis intrigas e fofocas entre equipes. Confira outros benefícios que o Coaching trará para a sua carreira:

Gerenciar os talentos

Com o Coaching, você conhecerá ferramentas que identificam o perfil dos colaboradores. Isso será fundamental em processos seletivos, por exemplo. Com as ferramentas corretas, você identificará quais candidatos possuem o perfil ideal para fazer parte do quadro de colaboradores. Outra vantagem é que você terá meios para identificar talentos dos colaboradores e aproveitá-los em outras áreas ou em promoções futuras.

Feedback assertivo

Ainda é comum encontrar colaboradores que temem feedback, pois muitas vezes o feedback não passa de uma bronca. Com o Coaching, você verá como é importante o feedback para o crescimento da empresa e, principalmente, para o comprometimento e motivação dos colaboradores. Você aprenderá técnicas para dar feedbacks assertivos e com a implantação da cultura do Coaching, isso se tornará uma constante entre os gestores da empresa.

Melhorias no clima organizacional

Quando você conhece os colaboradores da empresa é mais seguro criar ações que proporcionem a integração de equipes. Conhecer os perfis dos colaboradores também é fundamental para criar estratégias de comunicação interna e solucionar possíveis conflitos. E tudo isso tem impacto positivo no clima organizacional da empresa.

 

Fonte: site Administradores, Publieditorial, acessado em 24 de fevereiro de 2017


 

Especialista em Mudança de Vida e Produtividade, Geronimo Theml, fala sobre Coaching e como pode ser aplicado na gestão do tempo no trabalho

26 dez 2016

Qual o recurso mais valioso para um funcionário e também para a empresa? Se você pensou no tempo, acertou. Saber administrar bem o tempo no trabalho é um dos diferenciais que podem levar uma pessoa ao sucesso profissional. Não basta apenas estar presente, é preciso utilizar o tempo a seu favor e crescer profissionalmente com isso.

É exatamente neste ponto que é possível observar como o Coaching pode transformar a percepção das pessoas e com isso contribuir para o crescimento pessoal e profissional ao longo dos dias, semanas e anos.

"O Coaching trabalha as potencialidades de cada pessoa para que ela possa utilizar melhor o tempo que tem no trabalho. A importância do Coaching é visível também quando analisamos os problemas que levam às distrações ao longo do dia, como falta de interesse ou mesmo dificuldades em realizar tarefas rotineiras e que acabam desmotivando", afirma Geronimo Theml, Coach de Coaches e especialista em Mudança de Vida e Produtividade.

Geronimo ainda explica que em muitos casos, algumas barreiras existem sem qualquer motivo, já que a pessoa tem a capacidade e as ferramentas necessárias para ultrapassar limitações e aproveitar melhor o tempo.

Confira a lista com 7 dicas de Coaching para você aproveitar melhor o tempo no trabalho:

1 - Planejamento: a primeira dica para aproveitar melhor o tempo no trabalho é se planejar. Independente da atividade que realize, ou importância da função executada na empresa, é indispensável planejar suas ações com boa antecedência para estar preparado quando chegar o momento de executá-las. Defina prazos para as tarefas e trabalhe dentro deste planejamento.

2 - Agenda: você pode ter uma agenda para organizar as tarefas com mais clareza. É importante que tal agenda priorize as tarefas mais importantes conforme as exigências do trabalho, ou seja, aquilo que é mais urgente deve ser priorizado. Uma boa dica é no final do dia, revisar e montar a agenda do dia seguinte. Assim, logo que chegar ao trabalho, tudo estará organizado.

3 - Defina prioridades: como vimos, é fundamental definir prioridades em sua rotina de trabalho. Converse com colegas do setor, com diretores e gerentes, e defina com clareza quais são as prioridades do dia. Vale a pena ter uma visão geral do ambiente de trabalho, acompanhar projetos (mesmo fora da sua área) para tentar buscar uma relação de prioridades para as tarefas que irá realizar.

4 - Evite distrações: dependendo do local de trabalho, é muito fácil se distrair e perder horas em bate-papos, na sala do café, jogando videogame, ouvindo música e cada parada impacta diretamente no tempo do trabalho, além dos minutos perdidos, ainda é preciso retomar a atenção e a organização da tarefa que estava executando. O Coaching trabalha exatamente isso, a capacidade de se concentrar e evitar distrações.

5 - Ferramentas digitais: utilize o que há de melhor em tecnologia para administrar melhor o tempo no trabalho. Um bom exemplo é o e-mail. Ao invés de perder horas enviando recados para cada área ou equipe, concentre tudo em um e-mail e envie assim que concluir a mensagem. Existem também agendas online que avisam sobre compromissos e tarefas.

6 - Delegue tarefas: para quem é diretor ou gerente, pode ser difícil delegar tarefas importantes para outros funcionários. É complicado, mas é essencial! O Coaching trabalha essa capacidade de gerenciar equipes e delegar responsabilidades, o que traz benefícios diretos na administração do tempo no trabalho. Ao delegar, você ganhará tempo para outras tarefas sem que um ou mais projetos sejam interrompidos por sua falta de tempo.

7 - Organização: como está sua mesa de trabalho? Pode até parecer algo menos importante quando pensamos em dicas para administrar melhor o tempo no trabalho, mas manter a mesa organizada faz muita diferença na hora de realizar tarefas curtas e que exigem máxima urgência. Qual o número de ramal da área de produção? Onde está aquela nota que precisamos emitir imediatamente? Organize sua mesa no começo e também no final da semana… Você notará imediatamente uma grande diferença.

Fonte: site terra.com.br acessado em 03 de janeiro de 2017

 

Todo indivíduo tem um grande potencial, e pode alcançar resultados extraordinários em todos os aspectos de sua vida.

A palavra coach, de origem inglesa, foi utilizada pela primeira vez na era medieval, para representar a figura de um cocheiro, homem que naquela época conduzia carruagens. 


Alguns anos depois, o termo passou a ser utilizado pela Universidade de Oxford, como um professor particular, que preparava estudantes para alcançar boas notas em avaliações.


Da mesma forma que a carruagem leva as pessoas a locais diferentes e professor particular prepara para o sucesso nas provas, o profissional Coach conduz as pessoas por diversas novas áreas de conhecimento, sempre maximizando o potencial de cada individuo.


Temos três diferentes nomenclaturas: coaching refere-se ao processo de orientação em busca de resultados, Coach é o profissional que conduz este processo e coachee é a pessoa que passa pelo processo.


Desta forma, o trabalho de coaching começa a partir da criação de uma meta desejada pela pessoa, que pode ser uma meta de vida pessoal, profissional, financeira ou de relacionamentos, e a partir desta meta as ações futuras são estabelecidas.


O Coaching é realizado em sessões, que podem ser semanais ou quinzenais, sempre com muito respeito, sem julgamentos e com escuta atenta.


Através de várias ferramentas e técnicas, o Coach vai guiando o processo, para que as capacidades e competências do indivíduo sejam externadas, sempre visando a meta que foi estabelecida no início da primeira sessão.


Através do coaching, uma pessoa pode alterar tendências indesejadas, resolver problemas emocionais e melhorar o relacionamento com outras pessoas.


Além de despertar talentos e proporcionar crescimento intelectual, o coach ajuda também a superar vícios, ansiedade, traumas e depressão. 


Diversos padrões emocionais e comportamentais podem ser modificados através do Coach, e por isso mesmo, é preciso uma boa relação de confiança entre o profissional e a pessoa que está passando pelo processo.


Vivenciar um processo de Coach, além de transformar metas em ações reais para serem executadas, traz também um excelente benefício: o autoconhecimento.
Como as sessões de coaching trazem outras percepções, passamos a visualizar novas alternativas e novos caminhos, que muitas vezes eram desconhecidos anteriormente.


Estamos mais acostumados a olhar “para fora” e geralmente não temos o hábito de olhar “para dentro” de nós mesmos, por isso, é muito comum que tenhamos dificuldades para perceber nossos pontos fortes, nossas forças e nossas fraquezas.


A intensidade do coaching ajuda bastante neste olhar, fazendo com que a pessoa observe a si mesma, como se estivesse vendo sua própria imagem através de um espelho. 


Pessoas que passam por um processo Coach têm suas atitudes transformadas, tornando-se mais pró-ativo e positivo, despertando muitas vezes o reconhecimento das pessoas ao redor.


Se você deseja alcançar suas metas, se conhecer melhor e conquistar resultados incríveis, faça coaching. 


Deixe a felicidade e o bem-estar te encontrar. Essa é uma excelente proposta!


Dicas valiosas
- Durante o dia, observe suas emoções. Isto pode contribuir para revelar a você mesmo como se sente em relação ao que acontece ao seu redor. Se possível, faça uma caderneta pessoal, onde você irá anotar os fatos que ocorrem com você e que emoção você sentiu naquele momento (alegria, tristeza, raiva, encantamento, medo, entre outros). Esta é uma boa técnica para ampliar o conhecimento de suas emoções.
- Pare por uns instantes e pense onde você está agora e onde você gostaria de chegar. Quais são seus sonhos? O que você pretende realizar? Com isto em mente, trace pequenos passos (ações reais) para que você consiga atingir esses objetivos.
- Lembre-se que você é uma pessoa única e muito especial. Se tiver alguma dúvida com relação a isto, pergunte a alguns familiares e amigos o que você significa para eles. Você verá que irá se surpreender com as respostas!

Fonte: Diário do Litoral - 17 de outubro de 2016

As cinco principais lições que aprendi no processo de coaching e que quero compartilhar com vocês!

 

31 de agosto de 2016

Creio que todo caminho que traçamos durante a nossa jornada tem um porque, para que e para onde. Mesmo que por alguns momentos possamos pensar que não estamos indo a lugar algum, inconscientemente estamos sempre em busca de crescimento e aprendizagem. Pra vida. Acredito (aprendi a sentir, na verdade) que dentro da gente já moram as nossas paixões. Cabe a nós, durante a caminhada ter a sensibilidade de perceber e de entender o que habita dentro de nós. Trabalhamos em busca de algo, seja dinheiro, status, realização pessoal, ou qualquer outro objetivo. Só que existem momentos em que não conseguimos discernir muito bem o que afinal de contas estamos buscando. E isso nos frustra, decepciona, nos restringe, preocupa, gera problemas. Muitas vezes algo inesperado acontece e coloca em um campo de incerteza tudo aquilo que pensávamos que tínhamos. Lidar com mudanças nunca é fácil. O desconhecido gera medo, insegurança, faz você questionar a si mesmo, pode até interferir na sua autoestima e nos seus relacionamentos.

Após alguns anos trabalhando em uma multinacional recebi o desafio de ir para uma empresa menor, uma startup, para que lá pudesse finalmente trabalhar na área que tinha maior interesse e que infelizmente não tinha oportunidade de conhecer melhor. Assim que mudei de empresa percebi o quão desafiador é estar em um ambiente com pessoas que não são de fácil convívio. Em um mês me sentia arrependida, frustrada, me sentindo incapaz profissionalmente. A vontade era a de desistir e de pedir para voltar para o antigo trabalho. Vivi humilhações que jamais pensei que algum dia passaria por aquilo. Arrependimento era a palavra certa. Pensei que havia cometido um grande erro: querer mudar de empresa sem saber ao certo o que estava buscando como profissional. Por motivos pessoais não pedi demissão e decidi encarar aquilo, na situação atual do país ficar sem emprego não era uma opção. Só que no contexto em que eu estava vivendo não encontrava a orientação e o apoio que eu precisava para contornar os problemas. O meu líder, ou a pessoa que deveria exercer essa função, me humilhava cada dia mais, me fazendo sentir pior. Aceitar o desafio de ir para outra área, aprender coisas do zero, tinha perdido completamente o brilho. Sim, a motivação tem que vir de dentro da gente, mas o ambiente externo contribui bastante para impulsionar ou destruir a sua motivação interna.

Cinco meses depois de estar na nova empresa, e os problemas não melhorarem resolvi pedir a uma amiga a indicação de um coach, para que um profissional conseguisse me ajudar a contornar aquela situação. O coaching me trouxe uma série de aprendizados, os quais enumero a seguir.

Primeira lição do Coach: o problema se torna um GRANDE problema de acordo com a importância que você dá a ele. Inteligência emocional muitas vezes é o segredo para contornar diversas situações que vivemos diariamente. No meu caso, uma deficiência técnica estava tirando o brilho das outras características que eu tinha. O ambiente externo queria que eu me dedicasse e me tornasse uma pessoa que eu não queria ser. Não podemos viver para agradar os outros. A vida é nossa e temos que buscar a nossa felicidade na realização das coisas que fazemos. Se você é feliz sendo o CEO de uma grande empresa, palmas para você. Se você é feliz vendendo coco na praia, palmas para você também. Conceito de felicidade não pode ser um padrão para todos.

Segunda lição: não deixe que os outros determinem quem você é, do que você gosta, do que você quer ser. Somos únicos, e devemos buscar nos nossos pontos fortes o que precisamos para enfrentar os obstáculos que temos à frente. Um exemplo que sempre guardarei: “se seu filho gosta de matemática e tem notas muito ruins em português, você paga aulas particulares de qual matéria para ele? Resposta: Matemática. Se ele for um grande engenheiro, ele só irá precisar de português para escrever alguns e-mails.”. Deixe suas qualidades aparecerem, e tente saber o básico daqueles pontos em que não é tão bom.

Terceira lição: Resiliência. Antes eu só achava essa uma palavra bonita, agora ela faz total sentido para mim. Ter resiliência, saber lidar com os problemas sem ter um surto. Aprendi a saber levar os problemas, a não me deixar abater, a ser firme. Certas situações não exigem uma resposta imediata, “devolva a pergunta ao outro” quando você sabe que o que ele questiona ele já tem a resposta. Isso tira um peso incrível dos ombros.

Quarta lição: cuide de você. Ame você. Gaste seu dinheiro, seu tempo com você. Não se dedique tanto ao outro mais do que se dedica a você. Isso não quer dizer que nunca mais você vai fazer nada por ninguém, mas faça por quem merece de verdade. E muitas vezes quem realmente está merecendo é você mesmo! #ficaadica

Quinta (e última) lição: o que você precisa saber já está dentro de você. Você vai aprender algo que já está ali dentro de você. Creio que seja o que chamam de “talento”. Não adianta tentar aprender física quântica se o que você realmente curte é história da arte. Perdemos muito tempo brigando com nós mesmos nos forçando a aprender coisas que não estão dentro da gente. Aprender a saber buscar o que te faz feliz, o que já está dentro de você, a dar luz ao seu talento.

Enfim, espero que consiga levar isso tudo pra vida!! Porque quando estamos de bem com a gente mesmo, o mundo conspira a favor!!

 

Sobre o autor

 

Bárbara Andrade

Profissional pós-graduada em Controladoria e Finanças, com graduação em Administração de Empresas. Desenvolveu trabalhos nas áreas de Planejamento Financeiro e Tesouraria como Analista Financeiro em uma Startup. Atuou durante 6 anos em uma multinacional do setor automotivo, com experiência na área de Controladoria, ênfase em Custo do Trabalho, realizando a interface entre os setores Financeiro e de Recursos Humanos. Participou de implantação de diversos sistemas, entre eles SAP (módulo FI/CO) e Vetorh (Sênior). Possui experiência internacional pela London School of Business and Finance.

 

Fonte: site administradores.com.br – acessado em 1º/09/2016

 

 

Simone Melo

 

 

 

 

Na volta ao trabalho, depois do período de licença-maternidade, as mulheres podem enfrentar dificuldades para se adequar à rotina da empresa. Algumas chegam até a solicitar desligamento, por estranharem as mudanças estruturais na organização ou priorizarem outro estilo de vida.

 

O direito, assegurado pela lei, garante o afastamento, com recebimento do salário integral, para quem tem carteira assinada, durante quatro meses. Organizações cadastradas no programa Empresa Cidadã, que tem  isenção fiscal como contrapartida, podem estender o período por mais 60 dias. A medida vale para mães que tiveram filho ou adotaram uma criança.

 

Para facilitar o retorno, a consultora de recursos humanos Francis Dias recomenda que seja feito um planejamento em nível pessoal e junto à empresa. Conversas com o departamento de RH e com os líderes são fundamentais para que a funcionária se sinta "segura" na volta.

 

"Várias mulheres vivenciam um momento difícil depois da licença e podem chegar a experimentar um sentimento de culpa por ter que deixar o bebê em casa",  afirma Francis.

 

A consultora explica que a empresa tem um papel "fundamental", no processo. "São quatro meses fora. Não é só chegar e sentar na cadeira. A organização precisa sinalizar que o retorno da funcionária é bem-vindo", pontua.

 

A priori, as mães precisam reavaliar o projeto de vida, para colocar em conta o peso do fator tempo, que muda com o novo membro da família. A coach de carreira Indiara Oliveira acrescenta que a profissional precisa encontrar sentido no que faz. "É preciso que ela esteja engajada com o propósito profissional. Só assim voltará com a motivação que a empresa espera", declara.

 

Período de ausência

 

A segunda dica é procurar a liderança direta e dialogar, para saber o que foi feito na empresa durante o período de ausência. Foi o que a gerente de negócios Gertrudes Conrado, 31, fez um mês antes de voltar ao trabalho, em uma empresa de tecnologia da informação.

 

Ela juntou o período de licença com as férias e passou oito meses com a filha, que nasceu há três anos. "Um mês antes, comecei a fazer algumas reuniões estratégicas na empresa, para entender o cenário. Teve reestruturação, mas permaneci no mesmo setor e mantive o meu cargo", conta Gertrudes, que teve o acompanhamento de um coach no processo.

 

A mesma estratégia foi utilizada pela jornalista Marluce Guimarães, 36. Há um ano e três meses, ela teve filho; o retorno para o dia a dia de uma agência de comunicação  foi organizado ao lado do diretor de planejamento estratégico, que apresentou avaliações do grupo.

 

"Algumas questões avançaram enquanto estava fora. Mas houve todo um planejamento para o meu retorno. Então foi muito mais fácil", comenta Marluce. Durante o tempo de amamentação, ela fazia dois intervalos por dia, que são garantidos por lei, para tirar o leite e armazená-lo em um recipiente adequado, para a conservação.

 

Por último, a mulher pode pensar em outras trilhas de carreira, caso exista o desejo de reorganizar as demandas anteriores e investir em outras áreas em que também possui know-how. "É uma avaliação de mulher para mulher. Mas o grande período de rever a carreira é após a licença. Durante os quatro meses, ela está muito voltada para viver a novidade", diz Francis.

 

Para Raquel Mendes, presidente da ONG feminista Artemis, o lugar do homem também deve ser discutido, para garantir maior equidade no retorno da mulher ao trabalho.

 

"A gente está ponderando e pesando cada vez mais a responsabilidade das mulheres, mas também precisamos discutir a do homem", afirma Raquel. "Como a licença da mulher é muito maior, os empregadores podem se sentir levados a contratar o homem".

 

Planeje retorno ao trabalho:

Reavalie o projeto de vida Muitas mulheres têm dificuldade para retornar ao ritmo de trabalho após a licença. Algumas chegam a sentir culpa por ter que deixar o bebê em casa. É importante rever o projeto de vida para saber o que priorizar.

Converse com os líderes Antes de retomar as atividades, é importante planejar a volta e se informar sobre o cenário da empresa e os projetos em andamento.

 

Fonte: site http://atarde.uol.com.br/ - acessado em 03 de julho de 2016

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